Dia nacional da Liberdade de Imprensa

“Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”

Em tempos de acaloradas discussões sobre a democracia, é muito importante lembrar a história da Liberdade de Imprensa e sua importância para sociedade.

A Liberdade de Imprensa é coberta pela Constituição Federal, no artigo 5º inciso 14 é assegurado a todos o direito à informação. Também vamos destacar o artigo 220 da Constituição que dispõe a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, não sofrerão qualquer alteração. Ou seja, desde que foi estabelecida a Constituição de 1988 não existe um órgão especificamente para censura.

A Liberdade de Imprensa também foi constituída mundialmente em 20 de dezembro de 1993, em assembleia geral das nações unidas, em homenagem ao artigo 19 da declaração universal dos direitos humanos.

Portanto, a Liberdade de Imprensa é um dos pilares fundamentais para que haja o estado democrático em que vivemos.

Mas então, por que a Liberdade de Imprensa é tão importante?

A Liberdade de Imprensa não trata só da classe jornalista e tão pouco dos veículos de divulgação como canais de televisão, rádio, blogs, redes sociais, etc. Trata-se de dar transparência, do acesso a informação em geral, em poder saber por exemplo, o que governantes e autoridades estão fazendo, em poder cobra-los de suas decisões, em apontar erros e colocar todos (políticos, famosos, “alta sociedade”) em um mesmo patamar com relação a informação e justiça. É ancora do estado democrático. Com essa liberdade as pessoas têm informação e com a informação podem decidir o seu rumo, opinar, ser a favor ou contra, etc.

Ao interagir com a notícia o cidadão aproveita da liberdade de imprensa para avaliar a notícia, formar opinião sobre o que foi divulgado, discorrer e concordar ou não, em dar voz ou não concordar, mas sempre pensar sobre o assunto e não acatar o que foi noticiado, entendendo que a notícia publicada foi interpretada pelo jornalista daquele veículo, então não concordando ele pode recorrer a outro veículo, outro jornalista ou outra fonte de informação, mas sempre defendendo o direito daquele e de qualquer jornalista publicar e noticiar os fatos.

A Liberdade de Imprensa, portanto, é um privilégio para todos, que foi caro, custou vidas, e nos pertence há apenas três décadas, ao conversarem com conhecidos com 50 anos ou mais, que viveram e se lembram da ditadura e do período de censura. Por isso, terminamos esse texto parafraseando Evelyn Beatrice Hall com um pedido: Discordem do que foi dito, mas defendam o direito de dizermos.